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Emprego e qualificação de mão de obra é tema de Audiência Pública na Câmara

por Flávio Lial publicado 10/06/2022 08h42, última modificação 10/06/2022 08h42

A Câmara Municipal de João Monlevade realizou, nessa terça-feira, 7, Audiência Pública para debater o tema “Emprego, Oportunidade a quem não tem Experiência e Qualificação de Mão de Obra”. A reunião é em atendimento ao Requerimento nº 51 de autoria do vereador Bruno cabeção (Avante).

Participaram da Audiência o presidente da Casa, Gustavo Maciel (Podemos), os vereadores Belmar Diniz (PT), Gustavo Prandini, Leles Pontes (PRB) e Marquinho Dornelas (PDT). Também estiveram presentes o gerente de Recursos Humanos da ArcelorMittal Monlevade, Vander Neves, o assessor de comunicação da Arcelor, Lucas Vilela, coordenador do Cat SineGilliard Ribeiro, Técnico de formação profissional do Sest/Senat, Júlio César Andrade, representante da Secretaria Municipal de Planejamento do Executivo, Tiago dos Santos e o advogado do Hospital Margarida, Felipe Ivens.

Bruno Cabeção apresentou alguns dados levantados por ele a respeito do emprego no município. “Há vagas sendo ofertadas, mas em alguns casos a falta de qualificação profissional impede que o cidadão seja contratado”. Bruno lamentou não possuir dados concretos sobre o tema. Ele contou que buscou algumas informações no CatSine, mas que infelizmente o órgão não possui os dados atualizados, uma vez que não são todas as vagas que passam por lá. O parlamentar apresentou as vagas ofertadas entre julho de 2021 a abril de 2022. Segundo ele, foram ofertadas pelo CatSine 340 vagas, sendo apenas 165 preenchidas. “É preciso diagnosticar o problema já que há muitas vagas disponíveis e ao mesmo tempo há um número elevado de desempregados. Também precisamos buscar alternativas para que as pessoas sem experiências sejam inseridas no mercado de trabalho”.

Ainda em sua fala, Bruno Cabeção relatou que o cenário é positivo para o município, já que a Arcelor Mittal anunciou a expansão da usina possibilitando mais contratação de mão de obra.

O gerente de RH da ArcelorMittal, Vander Neves, informou que atualmente a empresa possui em seu quadro 1029 funcionários, sendo 93% dessas pessoas residentes em João Monlevade. Ele ainda informou que a empresa possui 69 estagiários e 23 aprendizes. Vander explicou que até o início de 2024 a expectativa é que tenham mais 5 mil pessoas trabalhando na expansão entre montadores, área civil, engenharia, mecânicos, eletricistas, entre outros. Após a conclusão da obra, que deve durar 34 meses, ele informou que serão contratados para operar a nova usina 407 profissionais entre operadores, técnicos, supervisores e profissionais de nível superior.

Vander relatou que a Arcelor já está desenvolvendo ações para suprir as necessidades futuras da empresa, como por exemplo a plataforma para cadastro, recrutamento e seleção dos profissionais além da implantação do programa Aprendiz, que já está em fase de entrevistas finais.

Ainda em sua fala, Vander destacou a importância da reunião e endossou a necessidade em convocar demais empresas e empregadores para discutirem o tema. Ele também ressaltou que as escolas precisam trabalhar o tema com os jovens, preparando-os para o mercado de trabalho. “Não somente no que diz respeito à qualificação, mas também em relação à postura, respeito e comprometimento”. Vander ainda sugeriu que seja feita uma ação com a Secretaria de Assistência Social no que tange à divulgação das vagas aos jovens que não possuem acesso direto à internet. Por fim, ele sugeriu a criação de uma “Feira do Emprego”, com palestras, exposição das empresas ofertando vagas, entre outras ações.

O responsável pelo CatSine, Giliard Ribeiro, informou que, quase em sua totalidade, as vagas ofertadas no Cat exigem-se experiência em carteira. “Muitas vezes o profissional possui qualificação, mas não tem experiência ou vice e versa. Este é um problema sério e que precisamos trabalhar com as empresas e os poderes Executivo e Legislativo”. Giliard ainda sugeriu que sejam feitas políticas públicas voltadas para os adolescentes, principalmente de baixa renda, que não conseguem se qualificar.

Belmar Diniz relatou que é preciso identificar quais as expectativas das empresas em relação à qualificação do profissional e consequentemente encontrar alternativas para oferecer esta qualificação.

O representante da Secretaria de Planejamento, Tiago dos Santos, relatou que a Prefeitura conta com 162 estagiários entre cursos superiores, técnicos e por graduação. “Esta é uma oportunidade do estudante ter contato com a rotina de trabalho da área em que ele irá atuar”.

Tiago ainda informou que recentemente foi feito processo seletivo na Fundação Crê-ser para contratação de Jovem Aprendiz. Ele relatou que o executivo em parceria com a Acimon tem desenvolvido a Agenda DEL (Desenvolvimento Econômico Local), com o objetivo de pensar os rumos do município nos próximos anos. Neste trabalho estão sendo discutidas ações e projetos de valorização dos estudantes de cursos superiores, onde a mão de obra dos alunos seria absorvida pelo Executivo. Tiago sugeriu que estas ações também possam ser aplicadas no setor privado.

O presidente da Casa, Gustavo Maciel, lamentou que o mercado nem sempre absorve a grande quantidade de profissionais que formam todos os anos em nível superior. “Muitas vezes as pessoas se preparam para fazer um curso superior, mas em grande parte a oferta de vagas de emprego é para o nível técnico”.

Marquinho Dornelas sugeriu que fosse estudada uma forma para que as empresas encaminhem as vagas para o CatSine, criando assim um banco de dados com informações mais fiéis a respeito do mercado de trabalho no município.

Gustavo Prandini também destacou a importância em oferecer cursos de qualificação e sugeriu o retorno do IFMG com cursos técnicos gratuitos.

O advogado do HM, Felipe Ivens, lembrou que o hospital é administrado pela Associação São Vicente de Paulo e é o terceiro maior empregador no município. Segundo ele, a unidade possui 520 empregados diretos, 200 colaboradores indiretos. Felipe ainda informou que o Hospital possui convênio com todas as escolas técnicas da região além de convênio com a UFOP, funcionando como Hospital-Escola, quando a cada semestre 10 estudantes do curso de medicina atuam na instituição.

Júlio, representante do SestSenat, relatou que o órgão é voltado para o setor de transporte, mas atua também com a comunidade. Segundo ele, o Sest possui mais de 400 cursos presenciais voltados para jovens a partir de 14 anos. Júlio também relatou que a unidade também trabalha oferecendo curso de máquinas para capacitação de mão de obra de operadores de guindauto, pá, retroescavadeira e empilhadeira. Ele ainda informou que o Sest possui um site com o nome “Emprega Transportes” onde os parceiros divulgam vagas de emprego.

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